A exuberante modelo viva nua de John Lennon

Quando John entrou para o Liverpool College of Art, ele esperava que isso implicasse em desenhar objetos e pessoas, inclusive modelos nuas. Mas foi apenas em seu segundo ano de faculdade, depois de muita desilusão em relação às suas expectativas, que a esperança ardente criada pelos seus companheiros de masturbação de Woolton se tornou realidade.

O curso incluía desenho com modelo vivo de mulheres nuas, aos quais os estudantes intermediários acabaram ascendendo depois de copiarem bustos gregos e esqueletos. Além disso, as expectativas de John foram superadas quando ele conheceu a modelo que trabalhava na faculdade. June Furlong, a modelo que costumava posar para o grupo de John, era uma exuberante mulher de 27 anos. Ela era uma típica scouser e havia sido modelo nas principais escolas de arte de Londres, mantendo relações de amizade com pintores famosos, entre os quais Francis Bacon, Lucian Freud e Frank Auerbach. June administrava a aula de desenho vivo com seriedade assustadora, reprimindo qualquer sugestão de inquietação entre os jovens membros masculinos e criando uma atmosfera severamente prática e profissional de “uma clínica”. Quando as aulas começaram, ela já havia sido alertada sobre a impiedade de John e preparou-se para o pior quando o viu empoleirado com as pernas penduradas na prateleira de madeira acima da pia usada pelos estudantes para lavarem os pincéis e as paletas – o fato de a prateleira ser alta demais para sentar-se nela a tornava irresistível para John. 

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Desenho de June Furlong feito por aluno

Por mais sério e profissional que June tornasse o ambiente, por mais fascinantes que fossem suas anedotas sobre pintores e escolas de arte, ela ainda era a mulher mais sexy que John havia encontrado fora dos filmes de Brigitte Bardot e das páginas da revista Razzle. Certa vez ele tentou lhe fazer uma proposta, como centenas de alunos deviam ter feito antes dele. “Eu disse a ele: ‘Quanto dinheiro você tem, John? Não vou ficar sentada diante de meia caneca de cerveja no Ye Cracke (pub frequentado por alunos do Liverpool College of Art), você sabe. Eu costumo freqüentar o Hotel Adelphi (o hotel mais luxuoso e conhecido de Liverpool)’”.

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“Mas nunca tive o menor problema com ele”, lembra June. E nunca ouvi uma palavra ruim dele. Quando chegava para uma aula, puxava sua cadeira para perto de mim e falávamos, falávamos, falávamos o tempo todo – sobre arte, sobre os colégios onde trabalhei em Londres e os artistas que conheci. E havia algo nele que não pude deixar de notar, embora ninguém parecesse achar seu trabalho muito bom. Lembro-me de pensar: ‘Amigo… ou você vai acabar no fundo do poço ou vai chegar ao topo do mundo’.”

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